quarta-feira, 24 de março de 2010

Poetizando o Apocalipse

Quem nasce com coração?
Coração tem que ser feito
Já tenho um porção
Me infernando o peito

Com isso ninguém nasça
Coração é coisa rara,
Coisa que a gente acha
E é melhor encher a cara

###########################################################
en la lucha de clases
todas las armas son buenas
piedras
noches
poemas

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meus amigos
quando me dão a mão
sempre deixam
outra coisa

presença
olhar
lembrançacalor

meus amigos
quando me dão
deixam na minha
a sua mão

Paulo Leminski

Série Patrimônio & Educação

O que é patrimônio?

É tudo que uma pessoa ou comunidade pode ter de importante na sua história e em sua cidade.

Museu Barão de Mauá

O que é patrimônio cultural de uma comunidade?

São as obras de seus artistas,arquitetos, músicos e escritores, ou seja, são as obras materiais e imateriais que expressam a criatividade dessa comunidade.

Capela da JOC (Juventude Operária Católica) - Santa Casa

O que é patrimônio ambiental?

São as áreas naturais que conservam os remanescentes da Mata Atlântica e proporcionam espaços para a contemplação, observação e estudo da natureza.
Parque da Gruta de Santa Luzia

O que é Educação Patrimonial?

É um instrumento de "alfabetização cultural" que possibilita ao indivíduo fazer a leitura do mundo que o rodeia, levando-o a participar da construção de sua realidade.

Fonte: CONDEPHAAT MA; Grupo de Educação Patrimonial

Obs.: CONDEPHAAT MA: Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico e Turístico do Município de Mauá.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Lygia Clark

Lygia Clark (Belo Horizonte, 1920 – Rio de Janeiro, 1988) inicia seus estudos artísticos em 1947, no Rio de Janeiro, sob a orientação de Roberto Burle Marx e Zélia Salgado. Em 1950, Clark viaja a Paris, onde estuda com Arpad Szènes, Dobrinsky e Léger. A artista dedica-se ao estudo de escadas e desenhos de seus filhos, assim como realiza os seus primeiros óleos. Após sua primeira exposição individual, no Institut Endoplastique, em Paris, no ano de 1952, a artista retorna ao Rio de Janeiro e expõe no Ministério da Educação e Cultura.

Lygia Clark é uma das fundadoras do Grupo Frente, em 1954: dedicando-se ao estudo do espaço e da materialidade do ritmo, ela se une a Décio Vieira, Rubem Ludolf, Abraham Palatnik, João José da Costa, entre outros, e apresenta as suas “Superfícies Moduladas, 1952-57” e “Planos em Superfície Modulada, 1956-58”. Estas séries caminhavam para longe do espaço claustrofóbico da moldura, queriam estar livres. É aquilo que Lygia queria como linha-luz, como módulo construtor do plano. Cada figura geométrica projeta-se para além dos limites do suporte, ampliando a extensão de suas áreas. Lygia ainda participa, em 1954, com a série “Composições”, da Bienal de Veneza – fato que se repetirá, em 1968, quando é convidada a expor, em sala especial, toda a sua trajetória artística até aquele momento.

Em 1959, integra a I Exposição de Arte Neoconcreta, assinando o Manifesto Neoconcreto, ao lado de Amílcar de Castro, Ferreira Gullar, Franz Weissmann, Lygia Pape, Reynaldo Jardim e Theon Spanudis. Clark propõe com a sua obra, que a pintura não se sustenta mais em seu suporte tradicional. Procura novos vôos. Nas “Unidades, 1959”, moldura e “espaço pictórico” se confundem, um invadindo o outro, quando Clark pinta a moldura da cor da tela. É o que a artista chama de “linha orgânica”, em 1954: não é uma pintura fechada nela mesma; a superfície se expande igualmente sobre a tela, separando um espaço, se reunindo nele e se sustentando como um todo.

As obras querem ganhar o espaço. O trabalho com a pintura resulta na construção do novo suporte para o objeto. Destas novas proposições nascem os “Casulos, 1959”. Feitos em metal, o material permite que o plano seja dobrado, assumindo uma busca da tridimensionalidade pelo plano, deixando-o mais próximo do próprio espaço do mundo. Em 1960, Lygia cria a série “Bichos”: esculturas, feitas em alumínio, possuidoras de dobradiças, que promovem a articulação das diferentes partes que compõem o seu “corpo”. O espectador, agora transformando em participador, é convidado a descobrir as inúmeras formas que esta estrutura aberta oferece. Com esta série, Clark torna-se uma das pioneiras na arte participativa mundial. Em 1961, ganha o prêmio de melhor escultura nacional na VI Bienal de São Paulo, com os “Bichos”.

A experiência com a maleabilidade de materiais duros converte-se em material flexível. Lygia Clark chega à matéria mole: deixa de lado a matéria dura (a madeira), passa pelo metal flexível dos “Bichos” e chega à borracha na “Obra Mole, 1964”. A transferência de poder, do artista para o propositor, tem um novo limite em “Caminhando, 1963”. Cortar a fita significava, além da questão da “poética da transferência”, desligar-se da tradição da arte concreta, já que a “Unidade Tripartida, 1948-49”, de Max Bill, ícone da herança construtivista no Brasil, era constituída simbolicamente por uma fita de Moebius. Esta fita distorcida na “Obra Mole” agora é recortada no “Caminhando”. Era uma situação limite e o início claro de num novo paradigma nas Artes Visuais brasileiras. O objeto não estava mais fora do corpo, mas era o próprio “corpo” que interessava a Lygia.

A trajetória de Lygia Clark faz dela uma artista atemporal e sem um lugar muito bem definido dentro da História da Arte. Tanto ela quanto sua obra fogem de categorias ou situações em que podemos facilmente embalar; Lygia estabelece um vínculo com a vida, e podemos observar este novo estado nos seus "Objetos sensoriais, 1966-1968”: a proposta de utilizar objetos do nosso cotidiano (água, conchas, borracha, sementes), já aponta no trabalho de Lygia, por exemplo, uma intenção de desvincular o lugar do espectador dentro da instituição de Arte, e aproximá-lo de um estado, onde o mundo se molda, passa a ser constante transformação.

Em 1968 apresenta, pela primeira vez, no MAM-RJ, "A casa é o corpo", uma instalação de oito metros, que permite a passagem das pessoas por seu interior, para que elas tenham a sensação de penetração, ovulação, germinação e expulsão do ser vivo. Nesse mesmo ano, Lygia muda-se para Paris. O corpo dessexualizado é apresentado na série “roupa-corpo-roupa: O Eu e o Tu, 1967”. Um homem e uma mulher vestem pesados uniformes de tecido plastificado: o homem, veste o macacão da mulher; e ela, o do homem. Tateando um ao outro, são encontradas cavidades. Aberturas, na forma de fecho ecler, que possibilitam a exploração tátil, o reconhecimento do corpo: “os fechos são para mim como cicatrizes do próprio corpo”, diria a artista, no seu diário.

Em 1972, é convidada a ministrar um curso sobre comunicação gestual na Sorbonne. Suas aulas eram verdadeiras experiências coletivas apoiadas na manipulação dos sentidos, transformando estes jovens em objetos de suas próprias sensações. São dessa época as proposições “Arquiteturas biológicas, 1969", “Rede de elástico, 1973", “Baba antropofágica, 1973" e “Relaxação, 1974". Tratam de integrar arte e vida, incorporando a criatividade do outro e dando ao propositor o suporte para que se exprima. Em 1976, Lygia Clark volta definitivamente ao Rio de Janeiro. Abandona, então, as experiências com grupos e inicia uma nova fase com fins terapêuticos, com uma abordagem individual para cada pessoa, usando os “Objetos relacionais": na dualidade destes objetos (leves/pesados, moles/duros, cheios/vazios), Lygia trabalha o “arquivo de memórias” dos seus pacientes, os seus medos e fragilidades, através do sensorial. Ela não se limita apenas ao campo estético, mas sobretudo ao atravessamento de territórios da Arte. Lygia Clark desloca-se para fora do sistema do qual a arte é parte integrante, porque sua atitude incorpora, acima de tudo, um exercício para a vida. Como afirma Lygia:
“Se a pessoa, depois de fizer essa série de coisas que eu dou, se ela consegue viver de uma maneira mais livre, usar o corpo de uma maneira mais sensual, se expressar melhor, amar melhor, comer melhor, isso no fundo me interessa muito mais como resultado do que a própria coisa em si que eu proponho a vocês” (Cf. O Mundo de Lygia Clark,1973, filme dirigido por Eduardo Clark, PLUG Produções).

Em 1981, Lygia diminui paulatinamente o ritmo de suas atividades. Em 1983 é publicado, numa edição limitada de 24 exemplares, o “Livro Obra", uma verdadeira obra aberta que acompanha, por meio de textos escritos pela própria artista e de estruturas manipuláveis, a trajetória da obra de Lygia desde as suas primeiras criações até o final de sua fase neoconcreta. Em 1986, realiza-se, no Paço Imperial do Rio de Janeiro, o IX Salão de Artes Plásticas, com uma sala especial dedicada a Hélio Oiticica e Lygia Clark. A exposição constitui a única grande retrospectiva dedicada a Lygia Clark ainda em atividade artística. Em abril de 1988, Lygia Clark falece.


Caminhando - 1964

Lygia Clark, Bicho, 1960

Lygia Clark, Cabeça coletiva, 1975.

Lygia Clark, Arquiteturas biológicas, 1969

Fita de Moebius

Nascimento: 17 Nov 1790 em Schulpforta, Saxônia (hoje Alemanha). Falecimento: 26 Sept 1868 em Leipzig, Alemanha


August Möbius (entre nós Moebius) é mais conhecido pelo seu trabalho em topologia, especialmente pela sua concepção da fita de Moebius, que é uma superfície de duas dimensões com um lado só.
August era filho único de Johann Heinrich Möbius, um professor de dança que morreu quando August tinha três anos de idade. A sua mãe, que era descendente de Martinho Lutero foi quem o educou até os treze anos, em casa. Quando finalmente foi para o ginásio, em 1803, já mostrava grande interesse pela matemática. Em 1809 entrava na Universidade de Liepzig para estudar Direito (o que a família queria!), mas já na metade do primeiro ano ele decidiu seguir suas próprias preferências, e matriculou-se em Matemática, Astronomia e Física.

O professor que muito influenciou Möbius em Liepzig foi o de astronomia, Karl Mollweide. Mollweide é conhecido por ter feito várias descobertas matemáticas, em particular as relações trigonométricas de Mollweide e a forma de projeção de mapas que preserva os ângulos (uma projeção conformacional).

Em 1813 Möbius mudou-se para Göttingen para estudar astronomia com Gauss. Ora, Gauss era o diretor do Observatório da cidade, mas ainda assim era simplesmente o maior matemático de seu tempo, de formas a que o nosso herói estava novamente estudando astronomia com quem tinha profundo interesse na matemática. De lá, Möbius foi para Halle, para estudar com o professor de Gauss, Johan Pfaff, com quem aprendeu mais matemática ainda. Dessa forma, Möbius trabalhava com firmeza em ambas disciplinas.

Em 1815 ele escreveu sua tese de Doutorado intitulada "A ocultação de estrelas fixas", uma metodologia muito louca de se fazer uma série de medidas astronômicas, sendo utilizada hoje em dia até para se medir a camada de ozônio.

Entre 1815 e 1816 Möbius conseguiu despistar-se de ir para o exército prussiano, idéia que ele abominava com todas as forças. De fato, ele falava algo assim como "quem me vier com uma idéia dessas, eu o corto no fio da minha espada". Escreveu também sua Tese de Habilitação em equações Trigonométricas. Ainda nesse curto espaço de tempo seu antigo professor de Liepzig, Molwiede, que gostava muito de matemática, largou a cadeira de Astronomia para de fato assumir a de Matemática, e Möbius, almejando uma ocupação definitiva, muda-se para Liepzig para ocupar a cadeira do antigo professor, em Astronomia e Alta Mecânica. Seu primeiro cargo foi o de Professor Extraordinário. Entretanto, parece que ele não era lá muito bom professor, e seus cursos não atraíam muitos alunos, de formas a que ele não conseguia ser promovido a Professor em definitivo. Por exemplo, acreditando na alta qualidade de ensino da Universidade de Liepzig, ele não aceitou cargos de astrônomo em Greifswald em 1816 nem o de matemática em Dorpat em 1819, e, quando Mollweide faleceu em 1825, outro matemático foi preferido para ocupar o cargo vago, que Möbius tanto almejava (se tivesse tido êxito, ele faria uma carreira astronomia-matemática tal qual a do seu falecido mestre!). Foi só em 1844, quando a reputação de Möbius como pesquisador já era muito reconhecida (tanto que ele recebeu um convite para ir lecionar na Universidade de Jena), a Universidade de Liepzig, com medo de perdê-lo, finalmente lhe deu a cadeira de Professor, que ele, é lógico, já merecia a muito tempo.

Desde que Möbius assumira em Leipzig ele também ocupou o posto de Observador no Observatório de Liepzig, visitou quase todos os observatórios da Alemanha, dirigiu a reconstrução do Observatório de Liepzig, casou (1820) e teve dois filhos e uma filha. Em 1848 tornou-se o diretor do Observatório.

Ainda que seus trabalhos mais famosos são de matemática, Möbius publicou trabalhos importantes em Astronomia, como De Computandis Occultationibus Fixarum per Planetas (1815), sobre a ocultação de planetas, Die Hauptsätze der Astronomie (1836), sobre os princípios da Astronomia, e, sobre mecânica celeste, Die Elemente der Mechanik des Himmels (1843). Suas publicações em matemática, nem sempre originais, eram entretanto peças claríssimas e efetivas, como bem resumiu um seu biógrafo, Richard Baltzer:

As inspirações para as suas pesquisas ele encontrava, na maior parte do tempo, no rico posso da sua própria mente. A sua intuição, os problemas que ele mesmo criava, as soluções que encontrou, tudo exibia algo extraordinariamente genial, algo de original, de uma forma rara. Ele trabalhava sem pressa, quieto, na sua. Seu trabalho permanescia praticamente trancado a sete chaves, até que as coisas se encaixassem nos seus lugares devidos. Sem se apressar, sem nenhuma pomposidade ou arrogância, ele esperava até que os frutos da sua mente maturassem. Só depois dessa espera é que ele publicava seus trabalhos simplesmente perfeitos...

Praticamente todos os trabalhos de Möbius foram publicados no jornal de Crelle, o primeiro a publicar exclusivamente notas matemáticas. Seu trabalho de 1827 Der barycentrische Calkul, em geometria analítica, tornou-se um clássico, incluindo aí seus resultados em geometria projectiva, introduzia coordenadas homogêneas, discutia transformações geométricas, e introduzia o que hoje se chama "rede de Moebius", importante chave no desenvolvimento da geometria projectiva. O nome Möbius (moebius para nós) está ligado a muitos objetos matemáticos importantes, tais como a "função de Möbius" e a "fórmula de inversão de Möbius". Em 1837 ele publicou Lehrbuch der Statik, que dá uma visão geométrica à Estatística, e que levou ao desenvolvimento do estudo de sistemas de linhas no espaço (espaços vetoriais).

Lá pelos idos de 1840, Möbius já propunha questõs do tipo:

Havia uma vez um rei com cinco filhos. No seu testamento ele afirmava que queria, após sua morte, que seu reino fosse dividido pelos seus filhos em cinco regiões, de formas a que cada região tivesse uma fronteira em comum com as outras quatro. Os têrmos do testamento podem ser satisfeitos?

A resposta claro que é não, e é (aparentemente) fácil de se demonstrar, mas de fato ilustra o interêsse de Möbius em topologia, a área em que ele é tido como um pioneiro. Num "memoir" apresentado à Académie des Sciences (descoberto depois de sua morte), ele discutiu as propriedades de superfícies de um lado só, incluindo a "fita de Möbius" que ele descobrira em 1858, enquanto ele trabalhava em questões sobre geometria de poliédros, propostas a ele pela Academia de Paris.

A Fita de Moebius é uma superfície bidimensional que tem só um lado. Ela pode ser construida em três dimensões da seguinte maneira: pegue uma tira de papel retangular, vire uma das pontas curtas 180 graus em relação à outra ponta curta, e tchãns una as duas pontas. Agora é possível começar de um ponto A na superfície da fita, e traçar um caminho pela mesma, passando por um ponto que aparentemente está no outro lado do ponto de partida...

Fonte:http://inorgan221.iq.unesp.br/quimgeral/moebius/moebius.html

Fita de Moebius II

Maurits Cornelis Escher (1898-1972)

segunda-feira, 15 de março de 2010

Arte contemporânea

Arte contemporânea

Como entender o seu sentido?

Valéria Peixoto de Alencar*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Se levarmos em conta a origem da palavra arte ("ars" significa técnica ou habilidade), é curioso notar que há uma contradição: muitos artistas não expressam suas idéias através de uma habilidade técnica. Apesar de, muitas vezes, possuírem tais habilidades, estão preocupados em discutir outras questões, provocar outras reflexões.
"Roda de bicicleta", Marcel Duchamp (1913): não é possível usar o banco ou a roda que compõem essa obra de ate.
"Roda de bicicleta", Marcel Duchamp (1913): não é possível usar o banco ou a roda que compõem essa obra de arte.

Em 1913, momento das vanguardas européias, Marcel Duchamp propôs obras chamadas "ready-made", feitas a partir de objetos do dia-a-dia. O que ele fazia era apresentar esses objetos de forma descontextualizada e sem a possibilidade de serem utilizados. Por exemplo: um mictório no meio de uma sala, sem encanamento.
Com essa "provocação", Duchamp chamou a atenção para a arte produzida naquele momento. Ela não seria mais uma representação do real, como um retrato. Ela seria a própria realidade.
Quem decide o que é obre de arte
O objeto de arte não representa algo, mas ele é algo. Mesmo se o artista não tiver fabricado os elementos que compõem sua obra. Duchamp também questionava o conceito de arte como associado a um ideal de belo e à crítica de arte.
O objetivo da obra de arte, assim, era também promover o debate sobre a definição e a finalidade da arte.
Se não existe uma definição do conceito arte, quem afinal decide o que é obra de arte ou não?
Muitos são os fatores para classificar uma produção como obra de arte: o contexto histórico, o mercado de arte, a aceitação entre os artistas e, principalmente, a crítica.
Crítica de arte
A arte, como resultado de análise e avaliação, pode adquirir novas dimensões e formas de expressão por meio da crítica. Ela colabora para que a sociedade se mantenha atenta aos valores da arte no passado e no presente.
A crítica leva em conta o fato de que a arte é um produto da humanidade que expressa suas experiências e emoções através da linguagem.
A evolução dos conceitos artísticos, a transformação dos valores, são aplicáveis às diferentes formas: a literatura, o teatro, a dança, o cinema, a fotografia, a música e tantas outras que surgem, como a web arte.

Leia também:

Fonte: UOL Educação

Arte acadêmica

Arte acadêmica

A pintura com rigor formal

Valéria Peixoto de Alencar*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Para pesquisar

O jogo "Academismo: missão imperdível" no site Itaú Cultural é realmente imperdível. Clique aqui para visitá-lo.
Os termos academicismo e academismo, ou ainda, arte acadêmica, denominam um estilo artístico europeu que existiu entre os séculos 17 e 19, caracterizado pela tentativa de manter com rigor as regras formais, estéticas e técnicas do estilo das academias de arte.

Observe a seguinte reprodução da obra de Pedro Américo:

Você já deve ter visto esse quadro em livros ou até mesmo ao vivo (ele está no Museu Paulista, mais conhecido como Museu do Ipiranga em São Paulo
O que você sabe sobre ele? Olhando para a obra, você acha que o pintor estava lá, presente e retratou o fato?
Pedro Américo sequer era nascido em 1822. A casa ao fundo (à direita) também não existia na época. Sendo assim, porque o pintor retratou o acontecimento desta forma?

Beleza ideal

Uma das características gerai da pintura acadêmica é seguir os padrões de beleza da Academia de Belas Artes, ou seja, o artista não deve imitar a realidade, mas tentar recriar a beleza ideal em suas obras. Sim, a idéia foi retratar o fato como grandioso, com o intuito de enaltecer o Império e o nacionalismo - o Brasil havia proclamado sua independência havia pouco tempo.
o academismo, importado da Europa, dominou as arte plásticas no Brasil até o início do século 20.
Por isso, prevaleciam temas históricos e mitológicos nas pinturas daquele período, temas típicos do neoclassicismo.
O centro de referência do movimento e a referência histórica mais importante no país era então Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro, que foi inaugurada em 1826 pelos artistas da Missão Artística Francesa. Os Principais artistas acadêmicos são:

· Pedro Américo de Figueiredo e Melo: Sua pintura abrangeu temas bíblicos e históricos, mas também realizou retratos imponentes, como o de dom Pedro 2o na Abertura da Assembléia Geral, que é parte do acervo do Museu Imperial de Petrópolis (RJ). Mas a sua obra mais conhecida é mesmo "O Grito do Ipiranga".

· Vitor Meireles de Lima: Em 1861, produziu em Paris a sua obra mais famosa, "A Primeira Missa no Brasil". No ano seguinte, já em nosso país, pintou "Moema", que retrata a personagem indígena do poema "Caramuru", de Santa Rita Durão. Os temas preferidos de Meireles eram os históricos, os bíblicos e os retratos.

· José Ferraz de Almeida Júnior: é considerado por alguns críticos o mais brasileiro dos pintores nacionais do século 19. Suas obras retratam temas históricos, religiosos e regionalistas. Além disso produziu retratos, paisagens e composições. Suas obras mais conhecidas são: "Caipira Picando Fumo", "O Violeiro" e "Leitura".

Caipira picando fumo, 1893, Pinacoteca do Estado de São Paulo

Valéria Peixoto de Alencar* é historiadora formada pela USP e cursa o mestrado em Artes no Instituto de Artes da Unesp.

Fonte: UOL Educação

O que é Arte?

O que é?
Valéria Peixoto de Alencar*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação

Palavra de origem latina, "ars" significa técnica ou habilidade. Segundo o dicionário Houaiss, arte é a "produção consciente de obras, formas ou objetos voltada para a concretização de um ideal de beleza e harmonia ou para a expressão da subjetividade humana".
"Mona Lisa", de Leonardo da Vince (1503-1506), Museu do Louvre-França

Mas é difícil definir exatamente o que é arte. Não existe uma resposta acabada, já que são muitas as concepções. Mesmo assim, algumas produções humanas são facilmente identificadas como "obras de arte".

Para compreender uma obra de arte, é preciso considerar o contexto em que ela foi produzida. Ou seja, a arte é influenciada por um pensamento, uma ideologia, uma época ou lugar.

Conceito relativo

É interessante pensar que muitas obras admiradas haviam sido produzidas por comunidades que sequer consideravam aquela atividade como "artística". É o caso da arte egípcia, ou, mais próxima de nós, da arte indígena.

No Egito antigo, a atividade plástica estava a serviço da religião, cujas características eram politeísmo, crença na imortalidade da alma e Juízo Final.

Os egípcios acreditavam que após a morte a alma voltaria para habitar o corpo ou algo que lembrasse o morto. Por isso, desenhavam figuras nas paredes - das pirâmides para os faraós, dentro de casa, para os mais pobres. É o que se chama "arte tumular".

Vaso de cerâmica tapajônica, encontrado em Santarém (PA).


Os povos indígenas também são exemplo de comunidades que fazem objetos com finalidades diversas, sem o intuito de fazer exposições em galerias, mas igualmente com alto valor artístico.

Abano de palha: usado por povos da Amazônia para agitar o fogo.


Valéria Peixoto de Alencar* é historiadora formada pela USP e cursa mestrado em Artes no Instituto de Artes da Unesp.

Fonte: UOL Educação




sábado, 13 de março de 2010

Eventos Artísticos - Festival de Woodstock 1969

Festival de Woodstock
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Woodstock Music and Art Fair

O Woodstock Music & Art Fair (informalmente chamado de Woodstock ou Festival de Woodstock) foi um festival de música anunciado como "Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música", organizado na fazenda de 600 acres de Max Yasgur na cidade rural de Bethel, no estado de Nova York, Estados Unidos. Foi realizado entre os dias 15 de agosto e 18 de agosto de 1969. Originalmente, o festival deveria ocorrer na pequena cidade de Woodstock, também estado de Nova Iorque, onde moravam músicos como Bob Dylan, mas a população não aceitou, o que levou o evento para a pequena Bethel, a uma hora e meia de distância.[1]
O festival exemplificou a era hippie e a contra-cultura do final dos anos 1960 e começo de 70. Trinta e dois dos mais conhecidos músicos da época apresentaram-se durante um chuvoso fim de semana defronte a meio milhão de espectadores. Apesar de tentativas posteriores de emular o festival, o evento original provou ser único e lendário, reconhecido como uma dos maiores momentos na história da música popular.
O evento foi capturado em um documentário lançado em 1970, Woodstock, além de uma trilha-sonora com os melhores momentos.



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Festival de Woodstock - 1969

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Sly and the Family Stone I Want To Take You Higher Woodstock


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Jimi Hendrix Woodstock Fire Live

Eventos Artísticos - Festival de Inverno de Campos do Jordão


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão é um grande festival de música erudita do Brasil. Acontece todos os anos no mês de julho, no Auditório Cláudio Santoro, localizado em Campos do Jordão, no estado de São Paulo.
Foi criado em 1970 pelos maestros Eleazar de Carvalho, Camargo Guarnieri e João de Souza Lima, inspirado no Festival de Tanglewood.
É considerado o maior festival de música clássica do país, e leva a Campos do Jordão alunos bolsistas que passam um mês estudando com importantes nomes da música nacional e internacional. Paralelamente às atividades pedagógicas, há uma intensa programação com convidados que se apresentam em diferentes lugares da cidade.
A partir de 1973, o maestro Eleazar de Carvalho, então diretor artístico do festival, deu início à programação pedagógica, concedendo bolsas de estudos para jovens promissores no campo da música. Este caráter pedagógico, que permanece até hoje, possibilita aos estudantes o aprofundamento de estudos musicais por meio de aulas, em tempo integral, com renomados professores.
A partir de 1995 o festival entrou em uma nova fase, não só na qualidade da programação, que trouxe nomes internacionais de peso como otenor Roberto Alagna, Aprile Millo, a pianista Maria João Pires, o trompetista Daniel Havens, a cantora Kiri Te Kanawa e o maestro Kurt Masur.
Desde que assumiu a direção artística do festival, em 2004, o maestro Roberto Minczuk, como ex-bolsista do festival, retomou a principal característica do evento, com ênfase na programação clássica e na área pedagógica.
Atualmente, o festival realiza cerca de 50 apresentações de importantes orquestras, grupos de câmara e recitais nos principais teatros e espaços da cidade, entre eles, o Auditório Cláudio Santoro, Palácio Boa Vista, Igreja de Santa Terezinha, Igreja São Benedito e a Praça Capivari, onde acontecem os concertos ao ar livre para milhares de pessoas. Paralelamente à programação, o festival realiza diversos cursos de formação musical, como Curso de Instrumentos de Orquestra Sinfônica, Piano, Violão, Música de Câmara, Prática de Orquestra Sinfônica, Regência de Orquestra e Composição (aulas individuais, masterclasses, prática, grupo).
O Festival de Inverno de Campos de Jordão tem um público de aproximadamente 80 mil espectadores diretos, que lotam a cidade atraindo diversos eventos simultâneos. Em 2008, o Festival abordou o tema Música e Literatura, com obras musicais inspiradas em peças literárias.
O festival é uma realização do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria de Estado da Cultura, com produção do Centro Tom Jobim, uma organização social da cultura.


ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO

Desde o primeiro concerto em 1954, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo –Osesp– trilhou uma história de conquistas, que culminou em uma instituição hoje reconhecida nacional e internacionalmente pela qualidade e excelência. A Osesp é atualmente parte indissociável da cultura paulista, agente de transformações e criadora de um novo paradigma na música de concerto e na gestão cultural em nosso País. Nos primeiros anos, a Osesp foi dirigida pelo maestro Souza Lima e pelo italiano Bruno Roccella, mais tarde sucedidos por Eleazar de Carvalho, que por 24 anos permanece à frente da Orquestra e desenvolve intensa atividade, com temporadas regulares no Teatro Cultura Artística, transmissões pela TV Cultura, turnês nacionais e a realização dos concursos Jovens Solistas da Osesp e dos Concertos para a Juventude. Nos últimos anos sob seu comando, o grupo passa por um período de privações. Porém, antes de seu falecimento, Eleazar deixa um projeto de reformulação da Osesp. Com o apoio do Secretário de Cultura e o empenho do Governador Mario Covas, é realizada a escolha do maestro que conduziria essa nova fase na história da Orquestra.

Em 1997 o maestro John Neschling assume a direção artística da Osesp e, com o maestro Roberto Minczuk como diretor artístico adjunto, redefine e amplia as propostas deixadas por Eleazar. Em pouco tempo, a Osesp abre testes para os músicos, no Brasil e no exterior, eleva os salários e melhora as condições de trabalho.

A Sala São Paulo é inaugurada em 1999 e, nos anos seguintes, são criados os coros Sinfônico, de Câmara, Juvenil e Infantil; o Centro de Documentação Musical Maestro Eleazar de Carvalho; o Serviço de Assinaturas; o Serviço de Voluntários; os Programas Educacionais; a editora de partituras Criadores do Brasil; e a Academia da Osesp. As temporadas se destacam pela diversificação de repertório e uma parceria com o selo sueco BIS garante a difusão internacional da música brasileira de concerto.

A criação da Fundação Osesp, em 2005, representa um marco na história da Orquestra. Com o presidente Fernando Henrique Cardoso à frente do Conselho de Administração, a Fundação coloca em prática novos padrões de gestão, que passam a ser referência no meio cultural brasileiro. Após as turnês pela América Latina (2000, 2005, 2007), Estados Unidos da América (2002, 2006), Europa (2003, 2007) e Brasil (2004, 2008), o grupo realiza em 2008 a primeira edição da Osesp Itinerante, pelo interior do estado de São Paulo, com concertos, oficinas e cursos de apreciação musical que atingem mais de 70 mil pessoas. Em 31 de dezembro de 2008 é realizado um concerto de ano novo para a emissora franco-alemã ARTE, regido pelo maestro Neschling e transmitido ao vivo para a França, Alemanha, Bélgica, Suíça, Espanha, Áustria, Polônia, Finlândia, Portugal, Dinamarca, Hungria, Suécia, Itália, Holanda e Brasil.

Fonte:OSESP

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quinta-feira, 11 de março de 2010

Eventos Artísticos - Coreto

Coreto
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Coreto é uma cobertura, situada ao ar livre, em praças e jardins, para abrigar bandas musicais em concertos, festas e romarias. Também é usado para apresentações políticas e culturais.
• Coreto é também um regionalismo de Minas Gerais, significando:
o Reunião festiva em que se bebe fazendo saudações cantadas
o O canto dessas saudações

Avaré – São Paulo - Brasil



Coimbra – Portugal



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